Votopol

Como funciona

Este site não diz em quem votar. Ele só mostra o que a Câmara e o Senado já registraram sobre cada deputado e senador, com algumas contas simples. Aqui está o que entra, o que fica de fora e como cada número é calculado.

De onde vêm as informações

Dos dados oficiais e abertos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal: votações, projetos, comissões e frentes. A última atualização foi em 20/09/2026 e vale para o mandato atual, que começou em fevereiro de 2023.

As notícias são reportagens das agências de notícias da Câmara e do Senado que citam o nome da pessoa. Não são notícias de jornais em geral, por isso muitos perfis aparecem sem nenhuma.

O que não aparece

Só aparecem as votações em que o voto de cada um fica registrado com o nome. Quando os parlamentares votam levantando a mão ou de forma secreta, não há como saber o voto individual, então essas votações não entram. As votações dentro das comissões também ficam de fora.

Quem ficou pouco tempo no cargo tem poucos votos. Por isso, um número só aparece quando há pelo menos 10 votações para comparar.

O que cada número quer dizer

Presença
Em cada 100 votações que aconteceram enquanto a pessoa estava no cargo, em quantas ela compareceu e votou. Na Câmara, falta justificada e falta comum contam igual. No Senado, licenças e missões oficiais não contam como falta.
Vota como o próprio partido
Em cada 100 votações, quantas vezes a pessoa votou do mesmo jeito que a maioria dos colegas de partido. O voto dela mesma não entra na conta. Só contam votos a favor e contra, e só quando pelo menos três colegas de partido votaram.
Vota como o governo pede
Em cada 100 votações em que o governo indicou como queria que os deputados votassem, quantas vezes o deputado votou igual. O Senado não divulga esse dado, então ele não aparece para senadores.
Com quais partidos costuma votar junto
A mesma conta do “vota como o próprio partido”, feita com cada um dos outros partidos.
Projetos apresentados
Projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e projetos de decreto em que a pessoa aparece como autora ou coautora. Requerimentos e emendas não entram.

Resumos e assuntos feitos por inteligência artificial

O texto oficial de um projeto costuma ser difícil de entender. Por isso, um programa de inteligência artificial (o Claude, da Anthropic) escreve um resumo curto em linguagem simples e escolhe o assunto de cada projeto que foi votado. Ele recebe ordem de não dar opinião e de não acrescentar nada que não esteja no texto oficial.

Mesmo assim, o resumo pode ter erros ou perder detalhes, e o assunto às vezes é discutível. Por isso o texto oficial fica sempre disponível em “Ver o texto oficial”, e é ele que vale. Os resumos e assuntos foram gerados uma vez e podem ser corrigidos.

Cada projeto votado também tem uma explicação mais detalhada, em tópicos: o que passa a valer, para quem, quando e quanto. Ela é escrita pela inteligência artificial a partir do texto original do projeto e da justificativa do autor. Quando a justificativa existe, ela aparece atribuída ao autor (“Segundo a justificativa do autor…”), porque é o ponto de vista de quem propôs. Como o texto usado é o original, a versão que foi votada pode ter mudado no caminho, principalmente nos projetos que passaram por substitutivos.

Essas explicações são conferidas por amostragem, contra o texto original, por outro modelo de inteligência artificial. Na última conferência, cerca de 7 em cada 10 explicações não tiveram nenhum problema apontado. Nas demais, a maior parte eram imprecisões de redação, como um “apenas” a mais ou um valor tirado da justificativa em vez do artigo, e umas poucas traziam um detalhe que o texto não confirma. Por isso o texto oficial fica sempre ao alcance, em “Ver o texto oficial”.

Como votou por assunto

Para cada assunto, contamos quantos projetos a pessoa apoiou (votou SIM) e quantos rejeitou (votou NÃO). Entram só as votações sobre o texto principal do projeto. Votações sobre emendas ou sobre pedidos durante a tramitação, como os pedidos de urgência, ficam de fora, porque dizem pouco sobre a posição da pessoa.

Votar SIM em um projeto sobre impostos, por exemplo, pode significar reduzir ou aumentar a cobrança. Por isso, em quase todos os assuntos a inteligência artificial também separa os projetos pelo que eles fazem (por exemplo: reduzem ou aumentam impostos, liberam dinheiro extra, criam ou aumentam penas, criam cargos, criam programas de saúde) e mostramos como a pessoa votou em cada grupo. Ficam sem esses grupos os assuntos com poucos projetos votados, como Tecnologia, Transporte e Eleições. Esses grupos só descrevem o projeto, sem dizer se é bom ou ruim. A indicação pode errar, então cada tema tem a lista de projetos para você conferir.

O teste “quem pensa como você”

São até 20 projetos que dividiram o plenário, ou seja, em que muitos parlamentares discordaram entre si. O resultado compara as suas respostas com o voto de cada parlamentar. É uma comparação de 20 votos, não um julgamento sobre ninguém: ela não mostra tudo o que uma pessoa pensa ou fez no mandato.